O Ano do Porco
Março 2nd, 2007Depois de um descanso internético mais ou menos involuntário, estou de volta. Um amigo avisa que este é o meu ano e envia-me fotos da comemoração chinesa em diversos recantos do globo. Ó, mui lindas fotos, mas o que quero saber é se os chineses terminarão com o abate indiscriminado, bolivariano e violentíssimo dos de minha espécie, se abandonarão o costume de cuspir pelas ruas, se darão um jeito no Elvis Presley de Pyongyang e, se, principalmente, continuarão a comprar soja deste nosso chiqueiro amado, salve, salve, e engordando porquinhos (que não devem abater, não devem) no outro lado do mundo. Não me venham com essa de quebra da bolsa: da última vez que um emergente do peso da China derreteu a própria bolsa, os japoneses levaram uma bomba na cabeça quinze anos depois. Duas, não?
Outra coisa que é importante, fundamental, é pensar que toda vez em que você compra aquele brinquedinho chinês vagabundo para os seus mimosos filhotes está contribuindo para a matança dos porcos na China. Qualquer economista é capaz de atestar e dar fé ao que digo. Seu brinquedo vira dinheiro, que é enviado para o exterior, que é usado para pagar a soja brasileira e viaja de volta, soja que enfrenta os mares nunca-dantes-navegados de outrora e desembarca na China, vira dinheiro de novo e é trocada inúmeras vezes por dinheiro até acabar no cocho de um pobre suíno qualquer, que espera engordando uma morte semelhante à de um campo de concentração. morte que servirá apenas para rechear rolinhos primavera. Não quebre, China, e, principalmente, não mate porcos no Ano do Porco.
PS: Pense nisso quando for comprar seu próximo notebook Made In China. Seu assassino.
Chop suey agora só de carne de vaca. Notebook só de Taiwan.
Espero que consumir pornografia com mulheres chinesas não tenha o mesmo efeito.
Gosto muito de pornografia chinesa e japonesa porque as orientais fazem tudo. Tudo. Tudo. Aaaaaaah…