As mulheres à beira d’água
Dezembro 14th, 2006Agora não lembro se foi Ovídio em “Os Remédios para o Rosto da Mulher”, se foi Públio Calpúrnio em “Os Cremes Decorativos Imperiais” ou ainda Aulo Gélio em “Da Fortuna e do Opróbrio” que vaticinou: “Convém que a mulher, mesmo ao freqüentar um banho público, preserve seu natural recato”.
A sentença é de uma pungente atualidade, basta deitar os olhos sobre uma praia ou piscina ao redor. Como magotes de elefantas-marinhas, as mulheres banham-se ao sol e colorem-se da mais pura melanina.
Não há nada mais agradável ao olhar que uma mulher que saiba se comportar à beira d’água ainda que esta seja uma visão cada vez mais rara e inencontradiça por estas bandas. Visão tão rara quanto um durião florido no Jardim Botânico. Quod natura non dat Salmantica non praestat.

Elefantas marinhas com filhotes em banquisa nas Ilhas Geórgias do Sul.

Banhistas pegando um bronze em Capão da Canoa
Porque em algum lugar alguém disse que “o sol nasce para todos”. E banhistas de todas as espécies resolveram aproveitar.
Olá, Srta. Bia,
Esta é apenas uma brincadeira gráfica com um velho H de Mario Quintana.
Grande abraço.
Suas putas do caralho suas vacas