O Porco Preto :: Você é um labrego e sabe disso

O Porco Preto

Depois de Chavez, o Dilúvio

Março 28th, 2008

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Três garçons e o copeiro reunidos para decidir o destino do continente.

Primeiro programa de Hugo Chavez na RCTV

Junho 11th, 2007

Pois nosso conhecido amigo expropriou a RCTV e fez sua estréia com o vídeo abaixo. Duvida da minha palavra? Pergunte a algum amigo venezuelano corajoso o bastante.

Hugo Chavez el payaso de sudamerica

O Ano do Porco

Março 2nd, 2007

Depois de um descanso internético mais ou menos involuntário, estou de volta. Um amigo avisa que este é o meu ano e envia-me fotos da comemoração chinesa em diversos recantos do globo. Ó, mui lindas fotos, mas o que quero saber é se os chineses terminarão com o abate indiscriminado, bolivariano e violentíssimo dos de minha espécie, se abandonarão o costume de cuspir pelas ruas, se darão um jeito no Elvis Presley de Pyongyang e, se, principalmente, continuarão a comprar soja deste nosso chiqueiro amado, salve, salve, e engordando porquinhos (que não devem abater, não devem) no outro lado do mundo. Não me venham com essa de quebra da bolsa: da última vez que um emergente do peso da China derreteu a própria bolsa, os japoneses levaram uma bomba na cabeça quinze anos depois. Duas, não?

Outra coisa que é importante, fundamental, é pensar que toda vez em que você compra aquele brinquedinho chinês vagabundo para os seus mimosos filhotes está contribuindo para a matança dos porcos na China. Qualquer economista é capaz de atestar e dar fé ao que digo. Seu brinquedo vira dinheiro, que é enviado para o exterior, que é usado para pagar a soja brasileira e viaja de volta, soja que enfrenta os mares nunca-dantes-navegados de outrora e desembarca na China, vira dinheiro de novo e é trocada inúmeras vezes por dinheiro até acabar no cocho de um pobre suíno qualquer, que espera engordando uma morte semelhante à de um campo de concentração. morte que servirá apenas para rechear rolinhos primavera. Não quebre, China, e, principalmente, não mate porcos no Ano do Porco.

PS: Pense nisso quando for comprar seu próximo notebook Made In China. Seu assassino.

Lula e Hugo Chavez na farra

Dezembro 15th, 2006

E os petistas ainda querem expulsar jornalistas que falam das farras presidenciais. É ultrajante.

Lula tomando umas com os amigos. Clique na imagem para ampliar.

Lula flagrado na farra com Hugo Chavez. Clique na imagem para ampliar.

As mulheres à beira d’água

Dezembro 14th, 2006

Agora não lembro se foi Ovídio em “Os Remédios para o Rosto da Mulher”, se foi Públio Calpúrnio em “Os Cremes Decorativos Imperiais” ou ainda Aulo Gélio em “Da Fortuna e do Opróbrio” que vaticinou: “Convém que a mulher, mesmo ao freqüentar um banho público, preserve seu natural recato”.

A sentença é de uma pungente atualidade, basta deitar os olhos sobre uma praia ou piscina ao redor. Como magotes de elefantas-marinhas, as mulheres banham-se ao sol e colorem-se da mais pura melanina.

Não há nada mais agradável ao olhar que uma mulher que saiba se comportar à beira d’água ainda que esta seja uma visão cada vez mais rara e inencontradiça por estas bandas. Visão tão rara quanto um durião florido no Jardim Botânico. Quod natura non dat Salmantica non praestat.

Elefantes marinhos nas ilhas Geórgias do Sul
Elefantas marinhas com filhotes em banquisa nas Ilhas Geórgias do Sul.

Banhistas em Marisol - RS
Banhistas pegando um bronze em Capão da Canoa

Na selva, na terrí­vel selva

Dezembro 11th, 2006

Há uma cena entre muitas outras fundamentais em As Invasões Bárbaras que poucos com quem converso deram o devido valor. A nora do moribundo Rémy, bela marchand de antigüidades para a Sotheby’s, aproveitando sua estada obrigatória em Montréal visita o depósito de uma igreja, acompanhada de um velho pároco. A congregação quer desfazer-se de alguns objetos e reabastecer suas arcas do vil metal.

Imagens e ícones empoeirados por todos os lados. O religioso pergunta-lhe o que há de valioso na coleção de quinquilharias. “Sinceramente? Nada.”, diz-lhe a jovem. O velho religioso, aproveitando que há alguém que lhe escute, desfia uma cantilena: “Não sei exatamente quando foi, mas em algum dia em 1966 as igrejas esvaziaram bruscamente”.

Prevendo o que aconteceria nas Igrejas em Montréal e no resto do mundo naquela feita, em 1962 Henri Salvador escreve Le Lion Est Mort Ce Soir, primeiro grande sucesso de seu selo independente. A música festeja a morte do leão, o dia em que todos os bichos se vêem finalmente libertos de suas angústias existenciais, da opressão, da autoridade - o dia em que o grande Deus de Abacuque, Absalão e Abedão é vencido e trespassado, pisoteado e lapidado, moído e lacerado até à ignonímia.

E tem lugar a monumental festa do caqui: Viens, ma belle, viens ma gazelle, le Lion est mort ce soir. Não posso dizer que a música não me emocione: nos anos 40, quando vi aquele jovem recém-chegado de Dunkirk que esbanjava vitalidade tocando humildemente no Cassino da Urca, sabia que seria ele o arauto dos novos tempos. Que as trombetas de Javé anunciem: O leão morreu. E por mais de quarenta anos todos acreditaram que o leão morreu.

Mas o leão, como alguns sabem, passa muito bem, obrigado, pergunta pela saúde da família e sempre manda postais de Montreux a cada trimestre e nas festas natalinas. Semana passada levou para passear um grande amigo de um grande amigo de um grande amigo meu. E, em toda ocasião em que isso acontece, eu lembro que o leão não morreu.

A Tragédia dos Comuns

Dezembro 7th, 2006

Há uma antiga lenda anglo-saxã que fala sobre uma tal Tragédia dos Comuns. O mundo germânico, cuja resistência à cristianização nos moldes romanos começou com o Arianismo e culminou com a Reforma de Martinho Lutero, sempre me chamou a atenção e esta lenda é particularmente saborosa.

Ela fala de um povoado medievo em que pastores de ovelhas dividem a mesma terra sem que haja limites ou divisas de propriedades entre eles. A espécie de comunismo primitivo que todo povo incivilizado e ignorante experimenta antes de conhecer as maravilhas do Camembert ou do pudim de laranja.

Pois a vila cresce e os seus filhos se multiplicam, como o bom velhinho bíblico ordenara, e crescem juntos os rebanhos, as pulgas e a falta de higiene. Com a expansão dos rebanhos aumenta a pressão sobre o único recurso natural de que dispõem, o pasto sobre a terra. “O que pertence a todos não é tratado com desvelo pois todos os homens dão mais importância ao que é seu do que àquilo que possuem em coletivo”, dizia um pederasta grego muitos séculos antes desta história. Mario Quintana, que os afeminados gaúchos amam citar, dizia que “filosofar resta inútil, não há nada no mundo das idéias que algum pederasta da Hélade já não tenha endereçado e resolvido”.

Nas contendas que se seguem formam-se dois partidos: os que preferem que se divida as terras em frações ideais e igualitárias e cada um cuide do que é seu e os que preferem que a comuna prossiga em seus modos igualitários de ser. Um partido tem seu Mário, outro seu Sila (que Alá esteja com ele).

Passam-se os anos e os homens da aldeia jamais chegam a um termo sobre os perrengues - em discussões intermináveis que deixariam os bizantinos roxos de inveja. Termina que qualquer outro pequeno desequilíbrio - não se sabe ao certo qual, pois que desta tragédia não resultaram sobreviventes - todo o povoado perece da mais pura e genuína fome, num exemplo de martírio apostólico romano capaz de render beatificações, fossem os mártires civilizados ou, vá lá, monges irlandeses.

É uma lenda pedestre e sempre rejeitada por qualquer pessoa de bom coração - as mesmas que sempre estão no partido de Mário - e que demonstra claramente os motivos da derrocada do mundo anglo-saxônico a que temos assistido nos últimos oitocentos anos desde a publicação da Magna Carta e seus inaceitáveis preceitos sobre as liberdades individuais.

Os nossos bielo-russos

Dezembro 1st, 2006

O Rio Grande do Sul não existe e mesmo assim é um dos poucos lugares inexistentes do mundo onde seus habitantes guardam insofismável orgulho de terem nascido nele. É tão estranho como numa hipotética situação em que você visse na rua um grupo de bielo-russos ou de vanuatuenses batendo no peito e gritando - por qualquer motivo - o quanto amam seu torrão natal. Ah, eu sou gaúcho!, exclamam em qualquer ocasião meus conterrâneos toda vez em que o orgulho pátrio esteja em causa. Qual orgulho pátrio, exatamente? O de ter nascido no estado da qualidade de vida, no estado da revolução farroupilha, no estado do parque da Redenção, no estado do Grêmio, do Inter e do Xavante de Pelotas, no estado do churrasco gordo feito de vacas velhas (pois ninguém ignora que a carne boa, cota Hilton, segue direto para a Europa do mesmo modo que a carne humana que exportamos tão alegremente para outros pagos). É um fenômeno tão curioso que até mereceria um estudo científico - se de fato o estado existisse para que despertasse tal interesse em algum sociólogo.

É o estado da Participação Popular, da União de Todos, dos monstrinhos engraçados que protegem as crianças, do Mario Quintana e da maior Casa de Cultura Mario Quintana do Mundo inteiro. Mario Quintana, um bom poeta que o país pouco conhece e que os gaúchos apreciam pelos motivos errados. É o estado das mulheres bonitas e liberadas que se vestem mal como índias guaranis. É o estado em que se chama um trem suburbano e fedorento de metrô. Em que carroças com animais esquálidos, seviciados e famintos transitam em meio aos carros atrapalhando o trânsito - pois é um pecado tirar o trabalho de um pobre. É o lugar onde todos têm uma aguçada sensibilidade social e conversam apaixonadamente e aos berros sobre política nos bares, enquanto bebem, bebem e bebem da pior cerveja produzida no país. Que, ao contrário da crença popular - e do comercial engraçadinho de tempos atrás - só não é exportada porque é intragável - coisa que só gaúchos e porcos (e nessa matéria posso opinar) são capazes de beber. E aos cântaros.

E ai de quem falar mal desse portento da inexistência planetária! Artérias saltarão dos colos inflamados e olhos sairão das órbitas dos gaúchos ofendidos, vermelhidões furiosas nos rostos, garrafas de Polar - tri-gelada, néam - voarão até os palcos dos artistas que cometerem heresia tal.

À pergunta sobre qual contribuição deram os gaúchos à humanidade para tanto orgulho resta um silêncio constrangedor. Nenhum grande cientista, nenhum grande escritor, nenhum nobel de medicina ou verdadeiro mártir da liberdade, nenhum político importante que tenha chegado ao poder pelas vias legais. E isso que este é o estado da Legalidade, vejam só.

O político que capitaneou o tal movimento da Legalidade, venerado por estas bandas mesmo sem jamais chegar à presidência (ver artigo abaixo), era um notório comedor de cocô: em sua passagem pelo governo do estado, além de miséria para os professores com suas brizoletas, apenas produziu discursos inflamados e vazios e uma imensa dívida pública que ainda hoje gera muito lucro aos seus credores e pobreza aos gaúchos. Sua aclamada oratória, uma sucessão de platitudes e diatribes inúteis, foi uma das grandes responsáveis por incitar os militares ao golpe que terminou provando-se uma medida extremada para um perigo puramente retórico. É claro que o populismo criollo de um Brizola ou de um Olívio Dutra são produtos de seu meio. Sem ouvidos que lhes dêem crédito, políticos dessa laia não prosperam. Apontar como culpado apenas o aspirante a ditador é como incriminar o esterco bovino e as vacas pela proliferação de moscas.

Além dos uruguaios, ninguém sabe onde fica o Rio Grande do Sul. Mas os vizinhos ao sul têm sobre nós a infinita vantagem de terem consciência de que não existem. E têm Juan Carlos Onetti, Artigas, Quiroga, Bartolomé Hidalgo, Juana de Ibarbourou, os irmãos Saraiva e mulheres que sabem se vestir para esfregar em nossas fuças orgulhosas.

Juana de Ibarbourou
Uruguaia típica.

Gaúcha em trajes típicos.
Gaúcha pilchada.

A coprofagia presidencial

Novembro 27th, 2006

Que todo presidente mais cedo ou mais tarde come cocô é algo de domínio público e não vamos discutir a veracidade de tal informação. A coprofagia, mesmo em presidentes, é um fato louvável por si, qualquer porco saudável pode atestar. Essa prática, como veremos, é muito disseminada entre os porcos e os presidentes por motivos distintos, mas igualmente nobres.

Alguns porcos, por uma questão de reciclagem de nutrientes, adotam essa prática. Quando sua mamãe lhe dizia “Coma tudo, Armandinho, pense nas milhões de crianças que não têm um prato de sopa de morcelha tão gostoso como o seu neste mundo e passam fome.”, você jamais pensaria que, pelo exato mesmo motivo alguns porcos comem, excretam e devoram suas excreções. A fome no mundo.

Este já não é o caso dos políticos guindados aos píncaros de nossas vidas republicanas que adotam a prática por motivos inconfessáveis que deslindaremos nas linhas a seguir em nome do mais alto interesse público: presidentes, ao contrário de outros políticos, estão sempre sob o escrutínio da imprensa e não podem de maneira alguma pular a cerca, sendo obrigados a conviverem maritalmente com suas digníssimas primeiras damas e só. Imagine-se o caro leitor (e a cara leitora) nesta situação desconfortável e semi-abjeta. Bill Clinton, após ser flagrado funfando sua rechonchuda estagiária quase teve seu mandato cassado e, desde que o bravo e honrado juiz Kenneth Star cassou-lhe o direito de pervadir gordinhas sorridentes nos recônditos do salão Oval, o saudável saxofonista do Arkansas adotou o estilo coprófago de vida da maioria de seus antecessores. George W. Bush, vitorioso na corrida para a Casa Branca no sufrágio subseqüente, era já um amante da prática e já há seis anos nos orgulha com seus atos, tendo sido referendado nas urnas recentemente devido a eles.

No Brasil a lista é grande , mas nos ateremos aos casos mais conhecidos. Getúlio Vargas, o primeiro de nossa lista, adotou o estilo de vida coprófago assim que amarrou o cavalo no obelisco. O general Dutra, seu sucessor quinze anos - que passaram voando - depois, reabriu a economia brasileira para que, além do produto nacional, que ingeria diariamente, pudesse também saborear os novíssimos Shit Flavoured Cereals*, que o boom industrial norte-americano começava a produzir. Juscelino, que só adotou a prática depois de flagrado pela mulher, dona Sara, em suspeição de conúbio com duas normalistas mineiras, conseguiu construir nossa novíssima capital graças à rápida adoção desse hábito. Que dizer então de Jânio Quadros? O homem era o orgulho dos coprófagos do mundo!

De João Goulart, apesar de farto estoque de puladas de cerca, notórias e registradas, sabe-se que era coprófago por esporte, um pouco de spleen existencial e, certamente, por ser dotado de um refinado e raríssimo paladar. Seus sucessores fardados, sem exceção, deleitaram-se por mais de vinte anos com a iguaria. José Sarney, que além de presidente é membro da Academia Brasileira de Letras (outra notória confraria de coprófagos de que falaremos outro dia), adotou o hábito já alguns dias antes da morte de Tancredo Neves, nosso adorável ex-futuro coprófago que morreu de uma infecção intestinal. Fernando Collor nunca abandonou o hábito e, desta feita, tenta difundí-lo também no congresso . Fernando Henrique Cardoso jamais poderá ser acusado de ser um parvenu a este clube. Sua natural predisposição à coprofagia veio em belíssima hora e provou-se muito necessária em ocasiões como a em que criou a paridade real-dólar e depois, quando corajosamente instituiu o câmbio flutuante e dispendeu vários bilhões de dólares defendendo nossa moeda.

E Itamar Franco, algum incauto pergunta: O presidente Itamar Franco, apesar da aparência que poderia denotar uma queda por tão nobre atividade, não teve primeira-dama, vivia cercado de belas mulheres, debelou a inflação, reinstituiu a produção do Fusca, comandou o país nos únicos 3 anos em que se cresceu a mais de 5% ao ano nos últimos 25 anos e foi o único presidente capaz de pôr Antônio Carlos Magalhães e outros políticos honoráveis do mesmo quilate em seu lugar de direito.

Alguns presidentes ou assemelhados, como Getúlio Vargas**, Costa e Silva**, Emílio Médici**, Ernesto Geisel**, Mao Tsé Tung ou Fidel Castro, instituíram em seus tempos normas democráticas e igualitárias que universalizaram a coprofagia de que sempre foram praticantes.

Fidel Castro, o único da lista ainda na ativa, tem sido especialmente eficaz nisso. Os cubanos, que comiam um pouco de cocô quando Fulgencio Batista governava, agora o tem à disposição todos os dias e fartamente. Um orgulho de governante, preocupado com a ecologia e com a preservação dos recursos naturais do planeta.

No Brasil, país em que o atual presidente ainda não chegou à eficiência de seu par ilhéu, todo dia pela manhã antes do batente nosso amado mandatário olha para sua estimada esposa e pensa em como seria bom que todo brasileiro tivesse o sagrado direito a três pratos diários de cocô. E que só nesse dia ele encostaria a cabeça no travesseiro e diria para sua primeira-companheira “Nunca antes neste país!” e dormiria tranqüilo.

*Expressão roubada de Mme. Distímica, uma das donas deste respeitável portal.

** Gaúchos de, respectivamente: São Borja, Taquari, Bagé e Bento Gonçalves. Em breve o Porco Preto falará de temas candentes como a coprofagia, a zoofilia e o autismo gaúchos. Acompanhem.

É proibido relinchar mais alto que os gaúchos

Novembro 24th, 2006

Para tudo no estado da Participação Popular se usa alguma frase do Mario Quintana. Quintana, a pobre puta que qualquer professora de Coronel Bicaco cita aos cântaros com a mãozinha balouçante fedendo a bergamota; apertando o peito flácido para dizer tudo com mais propriedade; com os olhinhos semi-cerrados para dar melhor vazão ao suco lacrimal. Porco Preto, proxeneta ocular da História, também faz as suas:

“Era uma vez um general burro. Tão burro, que os outros generais notaram…” (por ocasião da escolha do sucessor gaúcho do gaúcho Médici).

“Lembro que certa vez encontrei com seu Zé na rua. Como bons gaúchos, paramos, relinchamo-nos, abraçamo-nos…”

“Ó, Maria é uma moça culta. Sabe citar autores e até usar ponto-e-vírgula!”

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